O ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL E A PRÁTICA DESPORTIVA

28/07/2017

Artigo escrito pela nutricionista Lusmar Rodriguez

Cada vez mais verificamos uma corrida aos ginásios, associada talvez à aproximação do verão e não só, uma vez que é no desporto que as pessoas procuram a superação pessoal, onde atingem novas metas e enfrentam novos desafios. Daí a relevância de reforçar esta temática em focos, estabelecendo um paralelo entre a nutrição e o desporto, pois torna-se imprescindível privilegiar um acompanhamento nutricional exequível e pessoal  em associação com a prática desportiva diária para resultados positivos e persistentes.

Às vezes podemos pensar que sabemos o que devemos comer e que ‘só não o faço porque não tenho paciência ou ainda não me propus a tal’, mas a verdade é que um seguimento nutricional personalizado vai fazer toda a diferença, quer seja ao nível da otimização da composição corporal, quer seja para a melhoria da performance e motivação para a execução do mesmo.

Somos seres humanos, dotados de uma diversidade individual incrível, pertencemos a um grande grupo heterogéneo, com caraterísticas intrínsecas, por isso o “plano do vizinho” não vai ser ideal para mim. A minha disponibilidade para realizar as refeições pode não ser a mesma, os meus gostos e preferências alimentares podem ser distintas, posso ter alguma intolerância alimentar (devidamente diagnosticada) ou problema de saúde que condicionem a minha alimentação.

Para definirmos os nossos objetivos ou metas de peso ou composição corporal temos que ser realistas, principalmente quando nos referimos ao espaço temporal em que pretendemos atingi-lo, o importante é de fato conseguir uma perda de massa gorda através de mudanças de hábitos alimentares saudáveis, capazes de manter durante a nossa vida toda. Não me interessa perder seis quilos num mês à custa de suplementos (que nos vão pesar na carteira) e a passar fome, se nos três meses seguintes ganho o dobro do peso ou mais. E, atenção, o peso não é de todo o mais importante, devem ter em atenção a percentagem de massa gorda e a massa muscular para conseguirem entender as alterações que o vosso corpo sofrerá.

Não me interessa perder peso, quando diminuo a minha massa magra e ganho massa gorda! Temos que nos focar menos no peso e mais na aquisição de hábitos saudáveis e boas escolhas alimentares, peças chaves para a obtenção de uma melhor composição corporal.

O acompanhamento nutricional garante uma monitorização do seu progresso, medindo não apenas as alterações na composição corporal, mas também as mudanças no seu desempenho físico e nível de energia, visando a prevenção de lesões, uma função menstrual normal (no caso do género feminino) e o bem-estar geral. O plano consiste em ajudar os indivíduos a desenvolver alterações no seu estilo de vida para que mantenham um peso saudável, quer seja para obterem uma melhor performance quer seja para se sentirem bem com eles próprios.

Hoje em dia somos de tal forma ‘bombardeados’ pela informação que parece que não precisamos de nenhuma orientação, ou quantas vezes ouço ‘os nutricionistas são todos iguais’ ou então ‘já sei o que devo fazer’. Julgo que, como em todas as áreas, existem bons e maus profissionais, existem abordagens diferentes. Não vire a cara a uma nova experiência antes de passar por ela, poderá realmente estar a perder uma oportunidade para grandes mudanças e resultados positivos.

A verdade é que existem muitas dietas, você pode ler a revista ‘X’ e tirar uma, se ela o coloca em défice calórico, vai funcionar. Mas será que vai conseguir manter essa perda de peso? E, sabe se essa perda de peso se deve à custa da massa magra ou da massa gorda? É provável que não, porque não vai conseguir manter, durante muito tempo, uma dieta restritiva e desadequada aos seus horários e preferências, portanto vai acabar por cansar-se e talvez até ganhar mais peso do que aquele que perdeu com a tal dieta.

A ingestão calórica tem que ser inferior ao gasto energético para o ‘saldo’ ficar negativo. Daí o exercício físico ser uma mais-valia associado a um plano de emagrecimento (perda de massa gorda e não de massa magra). De uma forma genérica, quer queira manter uma dieta hiperproteica, cetogénica ou qualquer outra, tem que ter noção que cada macronutriente tem a sua importância na alimentação, os hidratos de carbono como fonte de energia e fibra (temos que saber escolhe-los bem e inseri-los na melhor altura, a proteína para manutenção e aumento da massa magra e gorduras ‘boas’ para promoção de saciedade). Não se guie apenas pelo peso, não é de todo o mais importante! Sobretudo quando me dizem ‘Perdi dois quilos!’, e quando vamos ver, existiu uma perda de massa magra e até um aumento de massa gorda, não é razão para festejar…

Tem de se mentalizar que, antes de querer resultados, tem de mudar mentalidades, pois não basta mudar os hábitos alimentares porque, se não houver exercício físico associado, os resultados ficarão muito aquém. Se quer resultados, tem de associar o desporto à sua alimentação equilibrada!

Na Fisiomadeira, você vai encontrar um serviço profissional e individualizado que vai de encontro às suas necessidades e expectativas. Está a espera de quê? A si, só peço uma coisa: vontade de mudar e superar! QUERER É PODER!

O ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL E A PRÁTICA DESPORTIVA