«A PSICOLOGIA É UMA PAIXÃO»

05/09/2017

Entrevista de Nivalda Fernandes ao Site Oficial do Grupo Prosperitas

A Psicologia é uma das áreas nas quais a Fisiomadeira está a fazer uma aposta séria. Prova disso é o facto de – entre os muitos serviços disponíveis aos nossos clientes – estarem o apoio de duas psicólogas, nomeadamente a Drª Nivalda Fernandes, especialista em situações de traumas em adultos, e a Drª Clara Santos Sousa, especialista em temas relacionados com crianças e adolescentes.

Para perceber melhor o que motiva uma psicóloga e também os desafios inerentes a esta carreira, o Site Oficial do Grupo Prosperitas entrevistou a psicóloga Nivalda Fernandes, uma das excelentes colaboradoras da Fisiomadeira. Aqui deixamos o registo desse diálogo:  

A psicologia é uma paixão?

Sim, sem sombra de dúvidas. Com o passar dos anos, fui percebendo melhor aquilo que um psicólogo faz e percebi que era nesta profissão que queria permanecer, que queria dedicar e focar toda a minha atenção e dedicação.

O que é que fez enveredar por esta área?

Desde muito cedo, tornei-me voluntária da coluna de socorro Henry Dunant da Cruz Vermelha Portuguesa. Tinha eu, na altura 15 anos, percorri um caminho ao longo de muitos anos na emergência pré-hospitalar nas ambulâncias, e, consequentemente, lidei de perto com o sofrimento das pessoas. Esse acesso permitiu-me desenvolver algo que acho que nasce connosco, que é a chamada ‘vocação’, e cedo percebi exactamente o meu lugar e aquilo que queria fazer dentro da área da saúde, que, neste caso, é a psicologia clínica, e, no meu caso em particular, a terapia centrada no cliente.

Qual é o maior desafio de uma psicóloga que lida com casos de dramas humanos, como é o seu?

Julgo que o maior desafio seja, sem perder o uso das técnicas que nos são úteis e fundamentais baseadas na ciência, usar as mesmas correctamente para minorar os danos causados pelo trauma ou acontecimento que esteja a causar sofrimento naquela pessoa ou grupo de pessoas. Essencialmente, isto passa por estar de corpo e alma com a pessoa em sofrimento, ajudá-la com compreensão empática, que implica uma autenticidade e sinceridade entre o psicólogo e o cliente, uma congruência, com o psicólogo a estar perfeitamente integrado na problemática do cliente, percebendo e co-sentindo aquilo que a pessoa afectada está a passar e ter a capacidade e orientar o processo, fazendo com que o cliente se sinta apoiado.

É fácil separar o profissional dos sentimentos pessoais?

Esta é uma pergunta deveras difícil por diversas razões, pois depende do nível de trauma co paciente, da faixa etária ou do acontecimento em causa. Nos livros e faculdades, ensinam-nos que devemos ter uma distância ‘sentimental’ da situação para melhor ajudarmos as pessoas e nos distanciarmos daquilo que é do próprio psicólogo (medos e afins) – sim, porque um psicólogo também sente medo – e visualizar a situação à luz daquilo que o cliente está a sentir, e não à luz daquilo que sentimos, achamos ou prevemos que aconteça.

A área de crise e catástrofe, que é a minha, exige um trabalho pessoal contínuo, que o psicólogo tem de fazer para melhor corresponder a resultados eficazes e benéficos para a saúde mental do cliente. Posso acrescentar que, na psicologia, no geral, é ao cliente que temos de ajudar e orientar e, caso achemos que um caso nos ‘perturba’, não tem mal algum conversar com um colega, pois até é saudável e higieniza a própria mente.

A ferramenta essencial de uma psicóloga é a mente ou o coração?

Na minha humilde opinião, a mente dá-nos a técnica na ajuda adequada ao cliente, e assim diferenciamos as conversas de café (que também são deliciosas e importantes) daquilo que um profissional da Psicologia faz. Mas, aliar todas essas técnicas, adoçando com o coração, presumo eu, torna uma relação terapêutica muito mais eficaz.

Que conselhos daria a uma pessoa que está a considerar uma carreira na Psicologia?

Eu diria que, se gosta de pessoas, e mesmo que vos digam que Portugal tem psicólogos a mais, não desistam. Ninguém tira o trabalho de ninguém e cada psicólogo é bom naquilo que faz. Mais um pode marcar a diferença na vida de quem precisa e essa pessoa pode ser você mesmo!

Que projectos tem para o futuro ?

Continuar o meu percurso, calma e serena, aprofundar as minhas técnicas cada vez mais, desafiar-me e, essencialmente, ser mais e melhor para quem precisa da minha ajuda.

Palavras que gostaria de deixar aos clientes da Fisiomadeira?

Que quando sentirem que a ajuda psicológica seja uma opção para melhorar a vossa vida, o façam. Que invistam na vossa saúde mental, sem medos e preconceitos. Que na Fisiomadeira pode encontrar esse apoio, desde o ‘Coaching’ ao acompanhamento de crianças e adolescentes e adultos, nós oferecemos esses serviços, com dignidade, descrição e profissionalismo.

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